Por que 2026 será o ano da automação no desembaraço aduaneiro

Quanto tempo e dinheiro sua empresa está perdendo com processos manuais, sem automação, no desembaraço aduaneiro? 

Se a resposta for muito, você não está sozinho. 

Mas essa realidade está prestes a mudar radicalmente.

O ano de 2026 marca o momento em que a automação deixará de ser um diferencial competitivo para se tornar uma necessidade básica no comércio exterior brasileiro. 

As tecnologias já existem, estão comprovadas e disponíveis. 

Este artigo vai mostrar exatamente porque 2026 será o divisor de águas da automação no desembaraço aduaneiro.


Sumário:

Como funciona o processo de desembaraço aduaneiro?

Quais tecnologias podem ajudar despachantes aduaneiros?

Benefícios práticos da automação

Conclusão

Como funciona o processo de desembaraço aduaneiro?

O sonho de qualquer exportador e importador é ter suas cargas liberadas o mais rapidamente, de preferência com o menor custo possível.

Porém, o desembaraço aduaneiro no Brasil ainda é marcado por uma realidade que frustra empresas de todos os portes: processos lentos, custos elevados e uma burocracia que parece interminável. 

No entanto, iniciativas estão sendo tomadas, tanto por parte privada quanto governamental, para que haja uma maior agilidade nesse processo.

A verdade é que o comércio exterior brasileiro está em uma fase de transição, par algo melhor.

Só que, durante essa fase, é necessário a adaptação de muitos processos.

Nesse contexto, a automação e a inteligência artificial surgem como uma opção ágil e segura para a realização de algumas tarefas.

Para entender por que a automação se tornará essencial em 2026, precisamos primeiro olhar para os problemas que enfrentamos hoje.

Atualmente, boa parte do desembaraço aduaneiro depende de trabalho manual intenso. 

Despachantes aduaneiros passam horas preenchendo formulários, conferindo documentos e inserindo informações em diferentes sistemas. 

DESPACHANTE ADUANEIRO 4.0 – COMO AUTOMATIZAR TAREFAS E AGREGAR MAIS VALOR AOS CLIENTES?

Cada importação ou exportação exige a preparação de uma série de documentos, como nota fiscal, conhecimento de embarque, certificados de origem, licenças de importação, entre outros.

O problema não está apenas na quantidade de documentos, mas na forma como são processados. 

Muitas informações precisam ser digitadas manualmente em múltiplos sistemas, o que aumenta drasticamente o risco de erros. 

Um simples equívoco no valor de um produto ou na descrição da mercadoria pode resultar em atrasos e até multas.

O Brasil ainda figura entre os países com maior tempo de desembaraço aduaneiro. 

Enquanto em países desenvolvidos uma mercadoria pode ser liberada em poucas horas, aqui o processo frequentemente leva dias.

Segundo dados da SERPRO, o tempo médio para desembaraçar uma importação no Brasil gira em torno de 17 dias, dependendo do modal e do tipo de carga.

Esse tempo não se resume apenas à análise documental. 

Inclui filas nos portos e aeroportos, inspeções físicas, análise de conformidade e toda a comunicação entre os diversos órgãos envolvidos no processo. 

Para empresas que trabalham com prazos apertados, cada dia de atraso representa prejuízo direto.

A ineficiência do processo atual se traduz em números no balanço das empresas. 

Os custos com desembaraço aduaneiro no Brasil incluem não apenas as taxas e impostos oficiais, mas também despesas com armazenagem portuária e demurrage, e toda a estrutura interna necessária para gerenciar o processo.

Uma parte considerável desses custos está diretamente ligada às ineficiências no processo de desembaraço. 

Quando processos dependem fortemente de trabalho manual, os erros são inevitáveis. 

Uma vírgula no lugar errado, uma NCM incorreta ou uma informação inconsistente entre documentos pode fazer toda a diferença. 

O resultado é o retrabalho: documentos precisam ser corrigidos, declarações retificadas e, em muitos casos, todo o processo precisa recomeçar. Esses erros geram um ciclo vicioso, e falta de integração entre sistemas também contribui para esse cenário. 

Informações que já foram inseridas em um sistema precisam ser manualmente transferidas para outro, multiplicando as chances de erro. É como se cada etapa do processo falasse um idioma diferente, exigindo tradutores humanos para fazer a comunicação fluir.

Esse conjunto de desafios deixa claro que o modelo atual de desembaraço aduaneiro chegou ao seu limite. 

As empresas que dependem do comércio exterior sentem diariamente o peso dessa estrutura ultrapassada. 

É justamente diante desse cenário que a automação surge não como uma opção, mas como uma necessidade urgente para 2026.

Quais tecnologias podem ajudar despachantes aduaneiros?

Depois de entender os desafios do desembaraço aduaneiro atual, é hora de conhecer as tecnologias que estão transformando esse cenário.

Vamos explorar como a inteligência artificial, automação e a integração de sistemas estão revolucionando o comércio exterior.

A inteligência artificial deixou de ser ficção científica e se tornou a principal aliada no desembaraço aduaneiro. 

Hoje, sistemas equipados com IA conseguem realizar em segundos tarefas que antes levavam horas de trabalho manual.

Um exemplo prático dessa revolução é a classificação fiscal de produtos. 

Tradicionalmente, identificar o código NCM correto de uma mercadoria exige conhecimento técnico especializado. 

Com IA, o sistema analisa a descrição do produto e sugere automaticamente a classificação mais adequada, com base na NESH, e ainda preenche todos os atributos da NCM, no catálogo de produtos, com apenas poucos cliques.

A tecnologia vai além da classificação fiscal.

Outra aplicação é a gestão de risco automatizada. 

A IA consegue analisar todas as etapas de uma importação ou exportação, identificando potenciais problemas antes que eles aconteçam. 

Essa análise minuciosa oferece previsibilidade e permite que as empresas tomem decisões informadas, reduzindo custos aduaneiros e evitando surpresas desagradáveis.

O preenchimento automático de declarações é outra inovação que impressiona, com a automação.

Algumas plataformas conseguem preencher automaticamente cerca de 85% dos campos de uma DUIMP. 

Para exportações, o processo é ainda mais simplificado: basta informar as chaves de acesso das notas fiscais e o sistema faz rateios, gera os itens da DUE e registra todo o processo automaticamente.

A segunda tecnologia essencial é a integração entre diferentes plataformas.

De nada adianta ter sistemas poderosos se eles não conversam entre si.

É aqui que entram as APIs, que funcionam como pontes conectando diversos sistemas.

A integração com órgãos governamentais e sistemas logísticos é fundamental. 

Ter plataformas já conectadas aos principais órgãos do comércio exterior, permitindo que informações fluam automaticamente entre sistemas, elimina a necessidade de digitar dados manualmente em múltiplos lugares, reduzindo erros e acelerando processos.

Um aspecto revolucionário da integração é o follow-up em tempo real. 

Robôs digitais monitoram continuamente o status dos processos nos sistemas governamentais e atualizam automaticamente as informações nas plataformas de gestão. 

A integração também beneficia a gestão documental. 

COMO CENTRALIZAR PROCESSOS DE IMPORTAÇÃO E GANHAR CONTROLE TOTAL DA OPERAÇÃO

Sistemas integrados centralizam todos os documentos em um único local, onde clientes podem fazer upload de arquivos, atualizar status e baixar documentos necessários. 

Benefícios práticos da automação

Agora que conhecemos as tecnologias disponíveis, é fundamental entender como elas se traduzem em resultados concretos para as empresas. 

A automação no desembaraço aduaneiro não é apenas uma tendência tecnológica, mas uma transformação que impacta diretamente o dia a dia das operações e os resultados financeiros das organizações.

O benefício mais imediato e visível da automação é a velocidade. 

Enquanto processos manuais podem levar dias, sistemas automatizados conseguem realizar as mesmas tarefas em minutos ou horas. 

A diferença é impressionante quando olhamos números reais.

O registro de declarações, que antes consumia horas de trabalho, agora acontece de forma quase instantânea. 

Algumas plataformas preenchem automaticamente a maior parte dos campos necessários, reduzindo drasticamente o tempo entre a chegada da mercadoria e sua liberação.

O acompanhamento em tempo real é outro ganho significativo. 

Robôs digitais monitoram continuamente o status dos processos nos órgãos governamentais, eliminando a necessidade de consultas manuais repetidas.

A gestão de risco automatizada contribui especialmente para essa economia. 

Análises minuciosas em todas as etapas da importação ou exportação permitem identificar oportunidades de redução de custos aduaneiros antes mesmo do embarque. 

A eficiência também se reflete na estrutura de equipe. 

Com a automação eliminando tarefas repetitivas, profissionais podem focar em atividades de maior valor agregado, otimizando o uso dos recursos humanos disponíveis.

Um dos benefícios mais valiosos da automação é a previsibilidade. 

Sem surpresas desagradáveis no meio do processo, as empresas conseguem planejar melhor suas operações e fluxo de caixa.

A centralização de informações em uma única plataforma oferece visibilidade completa de cada processo.

O follow-up automático garante que nada passe despercebido. 

Esses benefícios práticos demonstram que a automação vai muito além de tecnologia pela tecnologia.

Ela resolve problemas reais, gera economia mensurável e oferece tranquilidade operacional. 

Para 2026, esses não serão mais diferenciais competitivos, mas requisitos básicos para empresas que desejam operar eficientemente no comércio exterior.

Conclusão

A automação no desembaraço aduaneiro não é mais uma promessa distante.

É uma realidade que está transformando o comércio exterior brasileiro agora. 

Os desafios que exploramos neste artigo, como processos manuais, custos elevados, erros constantes e falta de previsibilidade, têm solução disponível e comprovada.

O ano de 2026 será definitivamente o marco dessa transformação. 

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