
Sua empresa já tem um ERP e ainda assim sente que ainda falta controle sobre as operações de comércio exterior?
Muitas empresas chegam a um ponto em que o sistema que usam para gerir o negócio já não acompanha a complexidade das operações aduaneiras, e é aqui que os softwares de comércio exterior podem ajudar.
Neste artigo, o Sigraweb explica a diferença entre ERP e software de comércio exterior de forma direta: o que cada sistema faz, onde cada um tem limitações e como os dois podem trabalhar juntos para tornar a operação mais eficiente.
Sumário:
As diferenças entre um ERP e um software de comércio exterior
Quando o ERP não é suficiente para as importações e exportações?
Preciso ter um ou outro ou posso ter os dois ao mesmo tempo?
Conclusão
As diferenças entre um ERP e um software de comércio exterior
ERP é a sigla para Enterprise Resource Planning, ou sistema de gestão empresarial.
Ele centraliza as informações de diferentes áreas de uma empresa, dos setores financeiro, estoque, compras, vendas, contabilidade, entre outros, em uma única plataforma. O objetivo é integrar processos e facilitar a tomada de decisão com dados unificados.
Já o software de comércio exterior é uma ferramenta desenvolvida especificamente para gerenciar operações de importação e exportação.
Ele foi criado para lidar com as particularidades do ambiente aduaneiro brasileiro: registros, licenciamentos, classificações fiscais, câmbio e comunicação com os sistemas da Receita Federal.
Ou seja, um ERP cobre processos como:
- emissão de notas fiscais e controle financeiro
- gestão de estoque e supply chain
- controle de compras e fornecedores
- relatórios contábeis e fiscais internos
Já um software de comércio exterior cobre processos como:
- registro e acompanhamento de DUIMP e DU-E
- controle de licenciamentos e anuências
- classificação NCM e gestão de benefícios fiscais
- integração com o Portal Único de Comércio Exterior e outros sistemas governamentais
- gestão cambial e follow-up de embarques
O ERP foi construído para a gestão interna da empresa.
O software de comércio exterior foi construído para a interface entre a empresa e o ambiente externo, como fornecedores internacionais, órgãos anuentes, recintos aduaneiros e a própria Receita Federal.
Leia também: Por que processos manuais ainda dominam o comex.
Embora alguns ERPs ofereçam módulos de comércio exterior, esses módulos raramente acompanham a profundidade e a atualização constante que as operações aduaneiras exigem.
Quando o ERP não é suficiente para as importações e exportações?
Muitas empresas iniciam suas operações de importação ou exportação tentando gerenciar tudo dentro do ERP que já utilizam.
Na maioria dos casos, isso funciona até certo ponto, e depois começa a gerar problemas.
Alguns dos problemas mais comuns são:
Rastreabilidade do processo: importar ou exportar envolve dezenas de etapas, do fechamento de câmbio ao desembaraço aduaneiro. O ERP não foi projetado para mapear esse fluxo com o detalhe necessário.
Gestão de documentos aduaneiros: DUIMP, DU-E, licenças de importação e certificados de origem exigem controle específico.
Classificação fiscal: atribuir a NCM correta a um produto tem impacto direto nos tributos pagos e nos benefícios fiscais aplicáveis. Sem uma ferramenta especializada, esse processo fica sujeito a erros manuais, ainda mais agora com o catálogo de produtos, onde foi implementado os atributos de cada NCM.
Leia também: Como estruturar um catálogo de produtos eficiente.
Integração com sistemas governamentais: a comunicação com o Portal Único do Comércio Exterior e outros sistemas federais requer integrações que a maioria dos ERPs não oferece nativamente.
Preciso ter um ou outro ou posso ter os dois ao mesmo tempo?
A resposta direta é: eles se complementam.
ERP e software de comércio exterior não disputam o mesmo espaço, mas sim atuam em camadas diferentes da operação.
O software de comércio exterior gerencia todo o processo aduaneiro, desde o início até o fim.
Ele começa no ERP, gerando o pedido de compra para importação, por exemplo.
Após a nacionalização da mercadoria, os dados são transferidos para o ERP através da entrada em estoque, lançamento fiscal, pagamento ao fornecedor.
Quando os dois sistemas estão integrados, essa transferência de informações acontece de forma automática, reduzindo retrabalho e o risco de erros manuais.
Mas atenção: nem todo software de comércio exterior se integra facilmente com qualquer ERP.
Antes de contratar uma solução, vale verificar se há conectores nativos ou APIs disponíveis para o sistema que a empresa já utiliza.
Conclusão
A escolha entre ERP e software de comércio exterior não é uma questão de preferência, mas sim uma questão de adequação à operação.
O ponto de partida é entender o volume, a complexidade e a frequência das operações internacionais da empresa.
A partir disso, fica mais claro o que falta na operação atual e qual solução resolve o problema de forma mais direta.
Se a sua empresa está crescendo no comércio exterior e quer entender como um software especializado pode organizar e agilizar esse processo, conheça o Sigraweb e veja o que a plataforma oferece para a sua operação.
